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CARTA ABERTA À IGREJA EVANGÉLICA LUTERANA DO BRASIL E LEIGOS LUTERANOS DO BRASIL


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            Os líderes leigos dos Estados do Paraná e Santa Catarina e ex-presidentes nacionais da LLLB estiveram reunidos nos dias 06 e 07 de agosto do ano de 2011, na cidade de Marechal Cândido Rondon, estado do Paraná, no II encontro regional de presidentes distritais – PD’s para avaliar os trabalhos desenvolvidos pelos leigos luteranos do Brasil e o que se espera deles, como também o envolvimento dos pastores da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), com o trabalho dos homens da igreja.
            Após o desenvolvimento dos trabalhos, através de palestras, debates, opiniões e planejamentos, notou-se que há uma grande lacuna entre o que se espera e o que se faz, entre o que se ensina e o que se pratica.  Acredita-se que há pontos fortes dentre os departamentos e do trabalho de homens/ leigos e porque não da Igreja como um todo, quando podemos destacar a sua doutrina, o ensino, a organização e dentre outros, a capacidade de decisão por parte destes. Devemos também nos atentar para os fatores fracos que nos levam a uma reflexão sobre as decisões e atitudes necessárias, dentre as quais destacamos: a pouca participação, em não acabar o que é iniciado, o descompromisso, o clericalismo, as ofertas, o testemunho, o pouco conhecimento bíblico, dentre outros.
            Se partirmos do pressuposto de uma igreja que é capaz de envolver e se organizar e também organizar eventos, o que nos preocupa é o fato de poucos se comprometerem com os trabalhos e na participação em cultos e menos ainda nos departamentos.
            Nota-se a pouca participação nas reuniões das ligas das congregações, em Congressos Distritais, sendo que muitas vezes os leigos do próprio local do evento não participam. Percebe-se que não há um comprometimento por parte de muitos homens, tampouco por parte das lideranças e componentes de  diretorias de congregações e paróquias que efetivamente não vislumbram a oportunidade da formação de lideranças nos departamentos e que se dedicam para  o trabalho e se envolvam nas atividades. É cada vez maior o desinteresse pelo departamento e não somente do homem luterano, mas também de alguns pastores descompromissados, que não apóiam e nem se interessam pelo departamento dos homens e também no trabalho dos demais departamentos. Se pensarmos á nível de IELB  e pelas estatísticas, verifica-se um percentual muito baixo de participação de pessoas não só em cultos mas também nos departamentos, é de se preocupar e se perguntar: qual a convicção de salvação de nossos membros?  E qual a nossa atitude em relação  a esta questão? Temos uma grande influência externa e o mundo cada vez mais está presente em nossos lares e influenciando a igreja, que aos poucos vai se adaptando aos costumes do mundo, quando a igreja deveria influenciar o mundo. A mídia não se cansa em atacar a família, as organizações religiosas, as instituições, a ética e a moral, e, parece que estamos cada vez mais abertos e propensos a tais influencias. Além das questões leigos/homens, departamentos, temos a questão ministerial que inquieta a liderança leiga. Pastores insatisfeitos com sua igreja, membros insatisfeitos com seus pastores, são fatos que não podem ser omitidos, além de pastores declinando do ministério por várias razões.  

            É de se analisar com urgência, muita sabedoria e humildade esta questão, quem sabe até mudar de atitudes.
            Diante dos fatos expostos, não há como concordar com a dormência, a indiferença e falta de atitude por parte dos fiéis  da igreja, de sua liderança e sua direção, sem esforços além da conversa para se acalentar e chamar ao trabalho todos os seus.
            Para que tenhamos departamentos fortes é preciso que os homens queiram, mas é também preciso que os pastores queiram fora isso  não há como se pensar em departamentos e uma igreja forte.
            Estas atitudes somente serão possíveis, quando entendermos o amor que Cristo teve por nós ao se entregar à morte. Quando nós entendermos que pregar o Evangelho a todas as nações é missão de cada fiel. Quem sabe a ausência da palavra de Deus em nossa vida  não é a resposta para a falta de comprometimento e esfriamento espiritual. 

Marechal Cândido Rondon – PR, 30 de agosto de 2011.

LLLB, ex-presidentes nacionais e líderes leigos do Paraná e Santa Catarina


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