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Deus Nos Conduz Aos Céus


      


 Deus nos conduz aos céus, separando-nos no batismo. 

A entrada para a vida eterna com Jesus é o batismo. O versículo 3 de Isaías 46 nos diz: “Vós, a quem desde o nascimento carrego e levo nos braços desde o ventre materno.” No batismo somos separados por Deus, tornamo-nos dele. Naquele momento ímpar, ainda que não lembremos do batismo, Deus nos separa e passa a nos tratar como filho seu. Um momento simples, uma cerimônia rápida, água derramada sobre a cabeça de um neném chorando, padrinhos observando atentamente, a palavra do pastor e só.
  No entanto, um momento único e marcante para as nossas vidas. É no batismo que Deus já nos chama para os céus. E é um ato puramente dele. A partir daquele dia fomos colocados nos braços do Senhor. “Vê-se, destarte, quão grande e excelente coisa é o batismo, que nos arranca das garras do diabo, nos torna propriedade de Deus, subjuga e tira o pecado, e depois fortalece diariamente o novo homem, e sempre opera e permanece, até que desta miséria passemos à glória eterna” (CMa IV, 83).
  Todo o ato é de Deus. Ele nos vem ao encontro, sem que roguemos ou mereçamos. Pelo contrário, somos acolhidos caridosamente por nosso querido Jesus. Sim, de fato fomos separados.
Fomos separados para a vida. E não somos deixados sozinhos e órfãos. O batismo significa continuidade da ação de Deus. Aquele momento singelo e tão comum no culto, pela palavra do Senhor, tem o poder de perpetuar e guardar-nos a fé até nossa morte. Por isso dizemos que o batismo é um ressurgir diário para uma nova vida. Somos chamados a nos lembrarmos sempre dessa aliança que Deus fez conosco. Ele fez a aliança. E se Deus fez a aliança podemos confiar. Se fôssemos nós que tivéssemos feito a aliança com Deus, deveríamos temer a validade de tal acordo. Mas foi Deus. O que ele diz, permanece e se cumpre.
Mas a história não termina aqui. Esse ser separado no batismo conduz a outra perspectiva.
 
Quando somos separados, também somos “carregados” pelos braços do Senhor até o dia da morte. 

O texto do profeta nos diz: “Até a vossa velhice, eu serei o mesmo e, ainda até às cãs, eu vos carregarei.”
Aqui vemos nossa fragilidade, aqui também vemos nosso privilégio. Jesus nos conduz. Assim, todo desenrolar das nossas vidas está nas mãos de Deus.
Assim, nossa vida é um ato de fé porque o ato de conduzir-se quem o faz é Deus. Não é um simples rei, é Jesus. Ele venceu a morte, não só a própria morte dele, venceu a nossa morte. A nossa morte com o nosso pecado foi vencida por Cristo Jesus. Ele morreu por nós. Mas também venceu por nós. Na ressurreição da Páscoa, a vida superou a morte porque Jesus a venceu em nosso lugar. Visto que não poderíamos destruir o terrível aguilhão que assola a humanidade desde o rico até o misérrimo dos homens, coube a Cristo realizar toda a obra salvífica para a humanidade.
Muitas vezes o abandono de Deus parece se fazer presente. Sentimo-nos sós, sem colo e proteção. Tanto a morte repentina quanto a morte natural têm o poder de suscitar essa revolta em nós. É justa essa nossa revolta. Mas Deus tem o poder de aplacar a ira interior que sentimos. Ele próprio afirma, dizendo: “Levar-vos-ei, pois, carregar-vos-ei, e vos salvarei.” Todo nosso peso e culpa do pecado e da morte são colocados nas mãos do Senhor. Somos convidados por Deus, que diz enfaticamente EU, a deixarmos o fardo da morte  sobre os seus ombros, a deixarmos o fardo da dor sobre os ombros dele. Portanto, coloquemos a revolta e a angústia sob o jugo do Senhor. Ele nos “carrega.”
            Desse modo, quem disse que hoje a morte venceu?! Quem se atreve a afirmar que a senhora morte subjugou a vida?! Não! Hoje a aparente vitória da morte mostra que ela perdeu o embate. Pois o Senhor da Vida solapou todas as pretensões dessa senhora.
            Assim, confiantes no Senhor, esperemos na vitória certa que ele já nos garantiu. A vitória da vida. Assim Seja.


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