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Gênesis - O inicio dos tempos e Jesus Cristo

Gênesis -O INÍCIO DOS TEMPOS



Após a expulsão do homem, o Deus eterno colocou, no oriente do jardim do Éden, querubins armados de gládios chamejantes a fim de que guardassem a localização da árvore da vida para que ninguém a coma.  Gn 3.24


A criação e a queda (Gênesis 1-11)

 
Gênesis e a queda até Jesus
SUMÁRIO

Gênesis que dizer origem, começo. Os onze primeiros capítulos do Gênesis nos narram as origens do mundo, as origens do homem; contam-nos como o mal e a morte entraram no mundo. É a pré-história do povo de Deus.
1 – A Palavra criadora (Gênesis1 e 2)
a) A Bíblia nos diz que tudo o que existia desde o começo, não existia, nem subsistia senão pela Palavra todo-poderosa de Deus:
“Deus disse...” (Gênesis 1.4,6,9; etc.)
“Ele falou, e tudo nasceu; ordenou, e tudo se fez...” (Sl 33.9; 104,148; Jó 38).
 Também está escrito: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (Jo 1.1; Hb 11.3).
b) Só o Novo Testamento nos desvenda o mistério da Palavra criadora: é em Jesus Cristo, que é a Palavra encarnada, que o fim e o sentido pleno da criação nos são revelados agora (Jo 1.1-18; Cl 1.15-20; Hb 1.1-3).
2 – O homem (Gênesis 1.26-31; 2.7-25; 5.1-2)
a) A Bíblia assinala a dupla origem do homem: tirado do pó da terra (Gênesis2.7), criado à imagem de Deus (Gênesis 1.26-27; At 17.28).
Deus confia ao homem a guarda de sua criação (Gênesis1.28-30; 2.15,19). Deus designa ao homem seus limites de criatura (Gênesis2.16-17).
A característica que separa o homem das outras criaturas consiste nisto: Deus lhe fala, e ele lhe responde; ele tem a liberdade de submeter-se ou de subtrair-se à ordem divina.
b) Não podemos mais saber o que era o homem do paraíso, “criado à imagem de Deus”. Somente em Jesus Cristo, nós temos a “imagem do Deus invisível”, o segundo Adão (Adão significa homem) ser-nos-á revelado nosso verdadeiro destino (Cl 1.15; 1 Co 15.47-49; 2 Co 3.18; Rm 5.14).
3 – A queda (Gênesis3)
O mundo que conhecemos não é o mundo bom, saído das mãos de Deus, mas um mundo de pecado e de morte, um mundo separado de Deus.
a) A revolta fundamental do homem consiste em duvidar da bondade de Deus e em ultrapassar os limites da criatura, erigindo-se a si mesmo em árbitro do bem e do mal (Gênesis 3.1-5). Daí resulta a tríplice maldição (Gênesis 3.14-19); o homem, com sua queda, arrasta a criação inteira.
b) Jesus Cristo, o segundo Adão, por sua humilhação voluntária e sua obediência até a morte, percorrerá caminho inverso, com relação ao primeiro Adão (Fl 2.5-11; Rm 5.12-19); resgatará assim toda a criação, reabrindo-lhe acesso à árvore da vida (Ap 22.1-5; Cl 1.19-20; 1 Co 15.20-28).
4 – O reino da morte. Primeiros sinais da graça (Gn 4.11).
a) O homem está doravante entregue às forças diabólicas (Gênesis4.3-24; 6.1-7; 11). Mas Deus, pelas contínuas intervenções de sua graça, limita as conseqüências do pecado (Gênesis 4.1-4; 5.24; 6.8-22).
b) Deus conclui com Noé um pacto de graça pelo qual se compromete a conservar a vida da humanidade (Gênesis 9.1-17).
c) A história da torre de Babel nos mostra como a humanidade, querendo deificar-se a si mesma, soçobra na confusão e na divisão. A resposta do Novo Testamento à história da torre de Babel será o milagre de Pentecostes (At 2) e a visão da Cidade Nova (Ap 21 e 22).
O Gênesis é o primeiro dos cinco livros da Lei . Para dizer a verdade, o termo português. Lei não traduz senão imperfeitamente o sentido da palavra hebraica Tora. Esta designava primitivamente um oráculo emitido pelo sacerdote e considerado como expressão da vontade de Deus.
Os cinco livros da Lei nos revelam a vontade de Deus concernente a seu povo; eles encerram uma legislação completa; mas são mais que isso. O Gênesis nos diz qual é a vontade de Deus relativa ao mundo: é do destino do mundo, do destino do homem que ele trata. Fala-nos das origens do homem, das origens do pecado. Mostra-nos que, apesar da ruptura causada pela queda, o desejo de salvação subsiste em Deus. As genealogias por ele enumeradas são, por assim dizer, uma demonstração de que, neste mundo de morte, Deus mantém a continuidade dos vivos até o momento em que suscita um povo, instrumento de sua salvação. Esse povo constituirá nova continuidade de graça que irá de Abraão a Jesus Cristo.
Há, portanto, no Gênese como que um duplo iniciar: o iniciar da história do mundo (Gênesis 1-11) e o iniciar da história do povo eleito (cap. 12 em diante).

Todo o drama humano, que culminará na Cruz e terminará pela renovação de todas as coisas em Cristo, já se acha, em potência, nesses primeiros capítulos. Daí sua primordial importância para a compreensão da Bíblia inteira.

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