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Escola Bíblica Infantil



A Educação da criança na Escola Bíblica

            Um lugar na igreja onde as crianças são acolhidas é na Escola Bíblica[1]. A E. B. ocupa lugar de destaque no ensino da criança. Nela a criança tem oportunidade de aprender com jeito próprio as verdades da salvação. Aprender sobre a fé.
Sobre esta questão, a revista Teacher’s Interaction traz um artigo com o titulo “Ensinar a Fé” onde Biermann chama a atenção para a questão do ensino da fé. Ele diz que “Deus confiou à tarefa a sua igreja de transmitir a fé aqueles que vêm depois. Sendo esta uma tarefa que deve ser realizada cuidadosamente e fielmente em cada geração.”[2] Nisto observa-se que aqueles que vem depois são no tempo presente as crianças de nossas igrejas hoje.
            Nota-se aqui uma dependência da criança em receber o ensino que a conduzirá para a salvação. E nisto Biermann coloca que a tarefa de ensinar está composta de dois aspectos distintos. Segundo ele,

Por um lado devemos ser diligentes em ensinar a doutrina e a verdade do cristianismo. Em outras palavras nós ensinamos o conteúdo da fé. Fé no sentido de que os cristãos crêem e professam. Os teólogos chamam esta fé de fides quae creditur – a fé que é crida. Paulo usa essa definição em Tito 1.13 “Repreende-os severamente para que sejam sadios na fé”.[3]
           
Este tipo de ensino foi transmitido e ainda continua a ser transmitido. Decorar o Catecismo Menor, versículos da Bíblia, aprender sobre doutrina cristã. No entanto segundo Biermann, “é difícil enfatizar a importância desse tipo de ensino principalmente no contexto do século vinte e um [...]. Mas a doutrina da fé cristã precisa ser ensinada e, sim, ainda há lugar para um trabalho de memorização [com as crianças].”[4]         
                O outro aspecto que Biermann aborda é do anúncio do evangelho. Segundo ele,

[...] quando ensinamos estamos proclamando o evangelho que cria a fé. Mas isto não é tudo [...]. Lembrando que a fé é a confiança de um cristão, somos obrigados a repensar na realidade que a fé de um cristão individual pode ser moldada e formada. [...] Pelo exemplo que eu mostro, pelas minhas atitudes, minhas práticas, meus hábitos e meus comportamentos eu estou moldando a fé dos meus alunos. Eu estou ensinando (instruindo) a fé.[5]
           
            Biermann conclui o seu artigo afirmando ser uma tarefa difícil ensinar a palavra de Deus. Pois o futuro da igreja depende da transmissão exata da verdade da fé. Somente com o ensino fiel a fé se apega nos méritos corretos para a salvação. Mas ele ainda lembra que os educadores não estão sozinhos nesta tarefa tão sublime de educar. “Deus está conosco através do poder do Espírito Santo quando nós ouvimos o evangelho e recebemos seus Sacramentos.”[6]  
            Fica evidente até aqui que a E. B. tem a tarefa de acolher a criança aproveitando da melhor forma possível o tempo para falar da salvação de Jesus.  Segundo Bündchen,

E. B. não é apenas apresentar uma historia, ou passar adiante fatos antigos. Na E. B. aprende-se gradativamente sobre a obra de redenção, aprende-se conhecer os grandes feitos de Deus expostos na Escritura. Os encontros na E. B. criam a oportunidade das crianças e professores crescerem juntos na fé salvadora.[7]

             Aqui não se pode deixar de apontar para o objetivo principal da E. B. que é ajudar os pais na formação bíblica e espiritual de seus Filhos. Seguindo o raciocínio deste objetivo principal, Johnson afirma que, “como luteranos temos um rico material, o Catecismo Menor para usarmos na família e na igreja auxiliando no ensino das verdades fundamentais da fé cristã.”[8]
            Tendo esta ferramenta tão eficiente para educação da criança, Jonhnson sugere que o professor de E. B. pode incorporar o Catecismo Menor de forma pessoal nas suas aulas.

Use os Dez mandamentos para mostrar aos alunos como a Lei de Deus é violada na nossa vida diária, e, então, relate como o evangelho é oferecido no Credo Apostólico e nos Sacramentos do Santo Batismo e da Ceia do Senhor, o Sacramento do Altar.[9]
           
Para que o acolhimento da criança seja bem sucedido e para trazer proveito para, Jonhnson ainda sugere que o professor,

Trabalhe com seu pastor, buscando suas idéias e orientação em todas as questões. Ele será grato por sua ajuda com a educação das crianças da igreja. Além do mais, o esforço que você colocar em seu ensino da Escola Dominical será lembrado e apreciado por seus alunos durante as próximas décadas.[10]

           
            O esforço mostrado por aqueles que ensinam mostra também o comprometimento e dedicação em querer oferecer um ensino de qualidade para a criança. Isto se faz importante porque,


A igreja oferece às crianças um dos seus primeiros contatos com um grupo fora de sua família. Na congregação as crianças veem pessoas que exercem autoridade, que comem, se divertem, e adoram em conjunto, e que compartilham de padrões crenças e hábitos comuns [...]. Mas não se pode compreender que a família da igreja seja uma seita desligada do mundo. Jamais a igreja poderá ursupar dos pais a responsabilidade pela educação cristã das crianças.[11]

           
                                                 
            Conclui-se aqui que a E. B. como auxiliadora na educação da criança assume a preciosa tarefa de preparar a criança para que se integrem nelas noções de fé dentro das decisões da vida.  E que também o acolhimento produzido pela E. B. proporciona a criança o crescimento em conhecimento da palavra de Deus.  



[1] Sempre que aparecer o termo “Escola Bíblica”, daqui pra frente, será abreviado E. B.

[2] BIERMANN, Joel. Teaching The Faith. Teachers Interaction. Concordia Publishing House. 2008.
p.10  Trad: God has entrusted His Church, entrusted us, with the responsibility of transmitting the faith to those who will come after.  By design, this is a task that must be accomplished thoroughly and faithfully in each and every generation
[3] Ibidem, p. 10. Trad: On the one hand, we must be diligent in teaching the doctrine and truth of Christianity. In other words, we teach the content of the faith—faith in the sense of what Christians believe and profess (theologians call this fi des quae creditur—the faith that is believed). Paul uses this defi nition of faith in Titus 1:13: “Rebuke them sharply, that they may be sound in the faith.”

[4] Ibidem, p. 10. Trad: It is difficult to overemphasize the importance of this kind of teaching. especially in the context of the twenty  first century [...] The doctrine of the Christian faith needs  to be taught and, yes, there is still a place  for memory work.

[5] Ibidem, p.11. Trad: when we teach we are proclaiming the Gospel that creates faith. But that is not all […]. By the example I present, by my attitudes, my practices, my habits, and my behaviors, I am shaping the faith of my students. I am teaching (instructing) the faith.
[6]  Ibidem, p.11. Trad: God is with us through the power of the Holy Spirit as we hear the Gospel and receive His Sacraments.

[7] BÜNDCHEN, Célia. M. Professor: O que, Como e a Quem Comunicar? In; O Professor em Ação. Concórdia Editora. 2004. p. 22.

[8] JOHNSON, Ross. Small Sunday School – Big Opportunities. Teachers Interaction. Concordia Publishing House. 2008. p. 14. Trad: As Lutherans, we have a rich history of using the Small Catechism both in family and church settings—to aid in learning the basic truths of the Christian faith.
[9] Ibidem, 14. Trad: Use the Ten Commandments  to show the students how God's  Law is broken in our daily lives,  and then relate how the Gospel is  given  in the Apostles' Creed and the Sacraments of Holy Baptism and the Lord's Supper, the Sacrament of the Altar.
 
[10] Ibidem, p. 15. Trad: Work with your pastor, seeking his ideas and guidance in all issues. He will be grateful for your assistance with the education of the church's children. What's more, the efforts that you put into your Sunday School teaching will be remembered and appreciated by your students for decades to come.  
               
[11] SYLWESTER, Roberto; In, NADASDY, Dean; In, SEIN, Daniel; In, WERTH, Charles. Promovendo o Desenvolvimento Moral. Trad: NERBAS, Paulo, M. Concórdia Editora. Porto Alegre. 1988. p. 49.

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